NOTA PÚBLICA SOBRE A INTEGRIDADE FÍSICA DE ALEJANDRO ACOSTA

(Perante as novas ameaças da direção do Partido da Causa Operária – PCO)

M11

Apesar dos apelos realizados pelo ex – militante do PCO, Alejandro Acosta, para estabelecer uma discussão pública, sobre as diferenças políticas, a direção do PCO voltou a acirrar os ataques e calúnias.

Novamente no perfil do Facebook de uma terceira pessoa (Maurício Araújo) que compartilhou o documento “Por que saí do PCO?” (de autoria de Alejandro Acosta), a direção do PCO direcionou para o perfil do Facebook mais de dez pessoas que além dos ataques rasteiros e do “bullying” anteriormente praticados, reiteradas vezes, acusaram Alejandro Acosta de “traidor”, “delator” e “policial”.

Na Nota da Direção Nacional do PCO, de 11 de abril de 2016, (http://causaoperaria.org.br/pco-publica-carta-explicando-a-campanha-de-calunia-de-ex-militante/), fica claro de que não se tratam de “excessos” de militantes exaltados, mas de um política da direção partidária: “Tais acusações são um prontuário policial.” “Consideramos inclusive que a divulgação de fatos verídicos ou inverídicos (como é o caso) da vida interna de um partido revolucionário nada mais é que uma atividade de delação e como tal deve ser denunciada.”

Por tratar-se de métodos conhecidos dessa Direção, que atua como uma camarilha gangsteril com o objetivo de amedrontar os “militantes rebeldes”, aqueles que se atrevem a pensar, esses ataques são extremamente graves, pois pressupõem que esse “vilão” deve ser “castigado” ou, quem sabe, eliminado.

A direção do PCO usa como capangas, policiais em horário fora de serviço, elementos ligados ao crime organizado, e, numa das manifestações antifascistas que aconteceu em 2014, chegou a contratar dois nazistas como capangas que inclusive foram identificados por militantes anarquistas. Há vários casos de militantes do PCO que foram agredidos fisicamente, por outros vários militantes do PCO a mando da Direção, em sua própria sede nacional, em São Paulo.

A Direção do PCO tenta desesperadamente direcionar as divergências para o terreno administrativo se valendo do documento rascunho (“Avaliação do PCO – Partido da Causa Operária”), elaborado por Alejandro Acosta e outros ex-militantes e vazado no próprio Grupo do PCO do Facebook, contra a vontade de Alejandro Acosta por tratar-se de um Rascunho, com o objetivo de encaminhar uma discussão interna, e não de um documento finalizado. Se realmente há interesse em “descobrir a verdade”, por que a direção do PCO não rastreia o perfil de “Diógenes Soares Santos”, a partir do qual o vazamento aconteceu? E por que a direção do PCO foge, que nem diabo foge da cruz, da discussão das questões políticas? (que foram colocadas claramente no documento finalizado e público “Por que sai do PCO?” https://alejandroacosta.net/2016/04/09/por-que-sai-do-pco-alejandro-acosta/

O Rascunho tinha sido abandonado, no mês de dezembro do ano passado, quando ficou claro que o PCO tinha se colocado, com mala e cuia, a reboque da “frente popular”, encabeçada pelo governo do PT, traindo descaradamente os interesses históricos da classe operária.

O referido documento contem toda uma série de informações que revelam a profunda burocratização da Direção do PCO. Mas para ele ser discutido precisaria ser finalizado. Não há NADA confidencial nesse documento, principalmente informações de domínio exclusivo da Direção do PCO. As informações documentadas são conhecidas por militantes que detêm esse conhecimento, parcialmente, dependendo da época e o local onde militaram.

Na atual conjuntura, consideramos que o debate deve ser realizado em torno das questões políticas. É justamente aqui onde aparece a real podridão da política aplicada pelo PCO, que representa uma capitulação descarada à “frente popular”, encabeçada pelo governo do PT. O eixo para avançarmos na direção da construção de um verdadeiro partido operário e revolucionário passa pela discussão dos problemas programáticos e políticos.

As supostas “delações” contidas no documento Rascunho “Avaliação do PCO – Partido da Causa Operária”, neste momento, também deveriam ser discutidas publicamente, inclusive para desvendar se realmente se tratam de “delações” ou, justamente, de fatos, até conhecidos, da militância. Alejandro Acosta se compromete a finalizar esse documento com o objetivo de realizar uma discussão pública, mediada por pessoas isentas que participem da luta anti-golpista, a que também poderia ser feita em cima da versão vazada, ou ambas.

Voltamos a apelar veementemente aos partidos de esquerda, aos movimentos sociais e sindicais a repudiar esse tipo de ameaças e a exigir que essas divergências, que são estritamente políticas, sejam debatidas no terreno político e de forma pública.

O PCO tem se tornado um inimigo dos trabalhadores. Quando o PCO diz que o “ajuste de Dilma é diferente do ajuste que um governo golpista faria… até porque, o ajuste de Dilma afundou, não foi feito” há o objetivo declarado de ocultar os gigantescos ataques contra os trabalhadores promovidos já, no governo Dilma, com o apoio da direita. O que seria a entrega do Pré-Sal em conluio com o vampiro José Serra? E o veto à ultra corrupta dívida pública? E a Reforma da Previdência? E o PPE, que até gerou um racha no último Congresso da CUT? E a PLS 555 que busca facilitar a privatização das empresas estatais? E a PLS 257 que perdoa 40% da dívida dos municípios e estados “em troca” de um brutal ajuste contra os servidores públicos? E os sete ministros golpistas que fazem parte do governo Dilma? E a Reforma Agrária paralisada, nas mãos da musa do latifúndio, Kátia Abreu? E a aprovação da Lei Anti-terrorista? Etc etc.

O PCO diz que “o ajuste tem que ser combatido de maneira concreta pelo movimento operário… contra as demissões, os cortes de salários, com greves, ocupação de fábricas etc…”. Isso não passa de pura demagogia contra os trabalhadores. O ajuste não é feito somente pelos governadores da direita, como o PCO/Articulação dizem, mas parte do Governo Federal, a mando do imperialismo, em conluio com a direita.

Se bem é verdade que o inimigo principal dos trabalhadores é a direita, a “frente popular”, liderada pelo governo do PT, tem se convertido numa das principais engrenagens que impulsionam o golpe de estado no Brasil. A política dos revolucionários passa por denunciar todas as capitulações da “frente popular” para fazer com que a consciência das massas avance contra o regime burguês de conjunto.

A tentativa da Direção do PCO de silenciar e amedrontar Alejandro Acosta, por todos os meios, representa uma enorme afronta contra a unidade dos diversos setores envolvidos na luta antigolpista, da qual esse agrupamento se pretende um paladino.

 

 

NÃO AO GOLPISMO!

Não ao acordão entre o PT e a direita!

Fora os 7 ministros golpistas do Governo!

Não ao Ajuste, pelos Direitos dos Trabalhadores!

Que a crise seja paga pelos capitalistas!

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Comments

  1. Toda solidariedade camarada! Além da degeneração da linha política, não é de hoje que o PCO se vale a da intimidação e da violência física, ao melhor estilo das burocracias sindicais mais degeneradas, para silenciar os dissensos. (Gabriel Landi).

    Curtido por 1 pessoa

  2. NÃO ÀS ACUSAÇÕES MORAIS COMO MÉTODO DE ESCAMOTEAR O DEBATE NÃO NÃO ÀS ACUSAÇÕES MORAIS COMO MÉTODO DE ESCAMOTEAR O DEBATE POLÍTICO!!!
    Um método nefasto enraizado na esquerda brasileira é o de fazer acusações de tipo moral, de comportamento, de caráter, para desqualificar o adversário e assim evitar a discussão política e evitar que essa discussão chegue na base da organização, desta forma blindando a mente dos militantes de base para qualquer argumento vindo do polemista adversário. É típica postura de seita, para manter o seu feudinho. Esse método encontra terreno fértil num ambiente despolitizado, e, diga-se de passagem, o conjunto da esquerda brasileira, hoje, é extremamente despolitizada. É semelhante à linha de Stalin quando atacava moralmente a Oposição de Esquerda e o próprio Trotsky para não ter que responder às críticas políticas que eram irrespondíveis evitar questionamentos relativos à infalibilidade da direção.
    A maneira correta de fazer a discussão é esclarecer as diferenças políticas em primeiro lugar. Isso é básico! Como fazer a discussão política se não há clareza nas posições da cada parte? Só assim é possível o confronto de opiniões e a elaboração de uma síntese superior que avance o debate. Para tanto é necessário SEPARAR A DISCUSSÃO POLÍTICA DA DISCUSÃO MORAL. Antes fazer o debate político e esclarecer as divergências, depois o debate moral e sancionar a má postura se for o caso. Quem privilegia os ataques morais não quer discutir a política. E por que não quer discutir a política? Porque não tem segurança de sua posição, ou sabe que está diretamente equivocado! Um método burocrático, de acusações morais brutais serve para impor uma politica revisionista.
    No caso concreto, está claro que os companheiros do PCO priorizam a discussão administrativa e os ataques ao companheiro Alejandro, como uma manobra para evitar a discussão política. Qual a crítica socialista revolucionária do PCO ao PT e a Frente Popular? Nenhuma! Será que o PCO não está se integrando ao regime democrático burguês com essa política capituladora? Ao que tudo indica, a resposta é positiva!
    E aqui está a manobra: os companheiros do PCO se apegam a criticar um rascunho de documento de balanço, que o companheiro Alejandro abandonou em dezembro, e por aí fazem uma campanha de que Alejandro é policial, delator, etc. e com esse argumento se negam a discutir as divergências políticas apresentadas pelo companheiro. É escabroso, pois a linha política do PCO, hoje, é a mesma da Articulação e do PC do B.
    Repudiamos os ataques ao companheiro Alejandro e conclamamos a todos os lutadores da classe operária a se solidarizarem com o companheiro, repudiando essa campanha de calúnias! Pelo debate político fraternal!
    Volmar e Diana.

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  3. Antônio Giordano says:

    Eu fiquei abismado com os ataques virulentos, de cunho fascista, direitistas feitos pelos “militantes” dessa seita que tem uma verborragia de quinta categoria para explicar uma divergência sem explicar nada a não ser ofensas ao camarada. E não são ofensas apenas, são ameaças.
    O que esse partido que é uma corrente externa do pt tem que explicar é como que em Brasília, se juntou com uma pelegada(quando eu era da finada Causa Operária era como chamávamos esses pelegos da Artban, CTB, PPs, PDT, etc.., que hoje estão mais pelegos do que nunca) numa chapa em que continha no seu bojo 03 representantes de conselhos de bancos, ou seja sindicalistas pelegos que nas horas vagas, por serem do partido do governo e dos patrões, viram banqueiros, parasitas dos conselhos de administração dos bancos estatais.
    Eu acho que esse partido se transformou numa seita comercial, degenerada e violenta, apesar de que todo membro de seita só é violento quando são muitos contra um.
    Todo apoio ao Camarada Alejandro, não o conheço, mas admiro a sua coragem em denunciar essa política traidora de colaboração de classes dessa frente popular corrupta que está entregando o governo para a direita e mesmo assim atacando os trabalhadores, como faz na CEF e no BB com seus projetos de privatizações porf dentro apelidados de “Reestruturação” . .

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Trackbacks

  1. […] pública em relação à integridade física dos assinantes, que já foi denunciada publicamente (https://alejandroacosta.net/2016/04/12/nota-publica-sobre-a-integridade-fisica-de-alejandro-acosta/)… Afinal, como mereceriam ser tratadas pessoas como as quais somos falsamente classificados? […]

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  2. […] pública em relação à integridade física dos assinantes, que já foi denunciada publicamente (https://alejandroacosta.net/2016/04/12/nota-publica-sobre-a-integridade-fisica-de-alejandro-acosta/)… Afinal, como já dissemos, o que deveriam esperar pessoas qualificadas dessa maneira (embora não […]

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