O canto do cisne do chavismo — Gazeta Operária

Recentemente, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, decretou o estado de exceção e emergência econômica com o objetivo, oficial, de enfrentar, o aumento das pressões golpistas e a “guerra econômica” no país. Desta maneira, a convocatória do “referendo revogatório” do presidente Maduro, ficará engavetada, pelo menos durante os próximos 60 dias, apesar da direita ter […]

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Como enfrentar a crise? — Gazeta Operária

O BRASIL NO MUNDO Para compreender a atual situação política do Brasil no que diz respeito ao golpismo, à crise política e econômica, primeiramente, é preciso entender o que está acontecendo no mundo. Na América Latina, e especificamente no Brasil, quem domina é o imperialismo, fundamentalmente o imperialismo norte-americano. Desconhecer a situação internacional ou análises erradas, […]

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MACRI E OS FUNDOS ABUTRES

ARGENTINA

A QUEM BENEFICIA O ACORDO? O QUE MOSTRA EM RELAÇÃO AO BRASIL?

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Segundo o acordo realizado pelo governo de Maurício Macri com os chamados fundos abutres, a Argentina deverá pagar US$ 4,5 bilhões até o dia 14 de abril deste ano. Esse valor representa 75% do valor cheio dos títulos renegociados pelo governo Nestor Kirchner, que conseguiu estabilizar a Argentina no início da década passada, quando o país entrou em colapso e declarou a moratória de US$ 88 bilhões da dívida pública, após as nefastas políticas neoliberais aplicadas principalmente pelos governo Menem.

A direita neoliberal propagandeia que com esse “brilhante” acordo a Argentina conseguirá “voltar aos mercados”, obtendo novos empréstimos. Na realidade, o governo Macri já está encaminhando o lançamento de novos US$ 15 bilhões em títulos públicos. E para onde irá esse dinheiro?

A Argentina nem sequer sentirá o cheiro desses recursos. O destino será US$ 6,5 bilhões adicionais para os especuladores norte-americanos e o restante para os especuladores europeus.

 

QUEM APOIA MACRI?

 

Em primeiro lugar, o governo Macri conta com o apoio do imperialismo, dos monopólios, e faz parte dos governos direitistas do México, encabeçado por Peña Nieto, e da Colômbia, encabeçado por Juan Manuel Santos.

Não por acaso, uma das primeiras medidas do novo governo de Macri foi isentar de impostos as exportações do chamado agronegócio, beneficiando, em primeiro lugar, à Monsanto.

No Congresso, o macrismo (88 deputados) negocia o apoio da fração peronista ligada ao peronista e ex candidato presidencial Sérgio Massa (37 deputados), do Frente de Renovação. A única diferença com Massa é que este exige que o teto da dívida seja aumentado em US$ 11 bilhões e não em US$ 15 bilhões, além de buscar maior participação no governo.

Os governadores peronistas e kirchneristas se transformaram em base de apoio direta de Macri. A disputa se concentra no percentual dos repasses do governo central para as províncias. Hoje esse repasse representa 15% do orçamento federal e Macri pretende reduzi-lo para 0% até 2021. Os governadores pedem uma compensação por meio do aumento dos repasses para obras de infraestrutura.

 

O KIRCHNERISMO E MACRI

 

A direção do kircherismo está paralisada. O objetivo é favorecer a “governabilidade”, e principalmente evitar acirrar o descontentamento social e “deixar a Macri governar”. Cristina Kirchner se “auto-exilou” na província de Santa Cruz (sul da Argentina).

A tentativa de confrontar a Macri no Congresso ficou complicada. Alguns congressistas da Frente para a Vitória estão se “bandeando” para o macrismo (casos Diego Bossio e Oscar Romero).

As bases do kirchnerismo pressionam por uma reação contra as medidas reacionárias e o ajuste macrista. La Campora (juventude kirchnerista), apesar do papel de contenção, participa dos protestos de rua, como não poderia deixar de faze-lo devido ao risco do kirchnerismo se implodir.

A esquerda argentina se opõe ao kirchnerismo e ao macrismo. Mas se trata de uma esquerda com escassos vínculos com a classe operária.

Os trabalhadores estão controlados pela burocracia sindical peronista, mesmo que rachada em meia dúzia de centrais, incluindo as duas CTA, mas que conta com representação fundamentalmente no funcionalismo.

Mas o rápido aprofundamento da crise coloca a Argentina na linha de frente da crise capitalista mundial. Sobre esta base, a classe operária argentina, com os poderosos sindicatos nacionais e a tradição de luta deverá colocar-se em movimento

 

O MACRISMO E O BRASIL

 

A política macrista representa o modelo que o imperialismo tenta impor na América Latina. As políticas passam por uma nova onda de ataques neoliberais, mas as bases materiais para isso se encontram muito enfraquecidas, o que coloca o governo Macri como um governo de crise.

A dívida pública foi transformada no eixo da espoliação financeira e a pressão neste sentido continua aumentando.

O kirchnerismo atua de maneira muito parecida com o governo do PT: abundante capitulação e cretinismo parlamentar, e contenção do “radicalismo” que, na prática, implica em canalizar o descontentamento social para os mecanismos parlamentares e evitar a organização independente dos trabalhadores.

Mas a carta dos governos semi nacionalistas latino-americanos atuais está sendo descartada pela burguesia devido à impossibilidade deles aplicarem um ajuste truculento contra os trabalhadores. A atual onda de nacionalismo burguês, que surgiu sobre o colapso do neoliberalismo, deverá se implodir no próximo período e ser ultrapassada pelas massas. Um novo nacionalismo, ainda mais radical deverá surgir, principalmente sobre a pressão da inevitável mobilização da classe operária.

Devem aumentar as tendências pela formação de um partido operário revolucionário, independente de todos os setores da burguesia.

PREVISÕES PARA 2016 – Parte 10 – A AMÉRICA LATINA (6)

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A CRISE DO MERCOSUL

 

O aprofundamento da crise dos dois principais países do bloco, o Brasil e a Argentina, aumentará as rachaduras que têm se acentuado com a eleição de Maurício Macri na Argentina.

A América Latina foi atingida em cheio pelo aprofundamento da crise capitalista mundial. O imperialismo norte-americano impõe o aumento da espoliação dos recursos da região na tentativa de salvar os lucros dos monopólios. Os déficits públicos aumentaram de maneira acelerada. Os ataques contra os trabalhadores têm crescido e desgastado todos os governos. Esta é a base principal das derrotas eleitorais do kirchnerismo na Argentina.

O nacionalismo burguês tem buscado acordos com o imperialismo na tentativa de conter a crise. E o imperialismo tem tentado impulsionar a saída neoliberal. Mas se trata de um “neoliberalismo” de crise que nem sequer conseguiu colocar em pé a frente única que foi típica dos anos de 1990. A burguesia está dividida.

Manter os programas sociais nos níveis atuais é inviável por causa da queda dos recursos para sustenta-los. A aplicação das políticas neoliberais deve ser dosada por causa do período da aceleração do descontentamento social. Da mesma maneira, o Mercosul se encontra entre a espada e a parede. Como bloco tenta aumentar os acordos comerciais internos, mas, por causa da crise, precisa amplia-los para as demais potências. O problema é que os novos acordos abrem flancos e implicarão na entrega de setores estratégicos. Mas para onde correr? As alternativas são cada vez menores?

A tendência é ao aumento das tendências corrosivas no Mercosul a partir dos acordos com a União Europeia, os Estados Unidos e a Aliança Trans Pacífico. Mas essa tendência só poderá avançar de maneira contraditória, por meio de crises políticas e pelo surgimento de novos setores nacionalistas a partir do rompimento dos blocos atuais.

Na Argentina, as políticas neoliberais aplicadas pelo governo Macri tendem a entrar em crise rapidamente e a colocar o governo contra a parede conforme a crise continuar se aprofundando e deteriorando as condições de vida dos trabalhadores.

À já concedida isenção de impostos ao “agronegócio” e à entrega das reservas petrolíferas de Vaca Muerta aos monopólios norte-americanos, se somará o repasse de recursos para os fundos abutres, credores da dívida pública. O problema é que para viabilizar esses recursos o governo será obrigado a aumentar os ataques contra as massas.

A redução do gasto público será traduzido na redução dos gastos sociais e dos investimentos públicos.

O peso argentino continuará sendo desvalorizado, o que impulsionará a inflação a partir das importações. Por esse motivo, várias taxações aos produtos importados não poderão ser removidas.

Macri conseguirá manter, neste ano, o apoio da ala direita do kirchnerismo, principalmente dos governadores, e de outros setores do peronismo, como o liderado pelo ex candidato presidencial Sergio Massa, além de parte da burocracia sindical, como o ligado à central liderada por Moyano. Mas conforme a crise continuar avançando, principalmente, por causa da pressão internacional, a base de apoio ao governo deverá rachar.

Neste ano, a crise deverá criar o fermento para que se repita um novo Argentinazo no próximo ano.

Macri tentará avançar no sentido da aproximação com os Estados Unidos e a União Europeia em muito maior velocidade que os demais países do Mercosul. Mas devido à profundidade da crise e aos acordos já estabelecidos, a virada acontecerá de maneira gradual.

No Brasil, a nova equipe econômica, encabeçada por Barbosa, manterá a essência das políticas anteriores, do banqueiro Joaquim Levy. Essas políticas anti-povo, que buscam manter os lucros das grandes empresas, mantendo a estabilidade social, passam também pela maior aproximação com os Estados Unidos e a União Europeia. Mas o governo Dilma manterá a política geral em relação ao Mercosul que continua como destino importante das exportações brasileiras, mesmo apesar da crise na Argentina. A existência do Mercosul facilita os acordos de conjunto com outros blocos e instrumentos locais, como a União Euroasiática, a OCX (Organização de Cooperação de Xangai) e os bancos regionais.

A recessão industrial, o aumento do desemprego e da inflação acelerarão a política do “salve-se quem puder”. O Mercosul deverá se enfraquecer neste ano, mas ainda não morrerá.

No Uruguai, a crise continuará acelerando, com o crescente aumento da carestia de vida. O governo da ala direita da Frente Ampla, encabeçada pelo Dr. Tabaré Vázquez, tentará acelerar a aproximação com os Estados Unidos e a Europa. Sem conseguir romper com o Mercosul, procurará avançar em todos os sentidos possíveis, inclusive aderindo à nova política norte-americana da Aliança Trans Atlântica.

O certo sucesso da economia promovido em cima da depredação do país por meio do cultivo de soja transgênica e de eucaliptos, para alimentar as duas mega plantas industriais de celulose, continuará no centro da política econômica.

Todos os representantes do Mercosul concordaram na necessidade de avançar as relações com a China e a Rússia. Ao mesmo tempo, todos concordaram sobre a necessidade de ampliar os acordos comerciais com o maior número de países ou blocos.

A pressão da ala direita do bloco passa pela aproximação com a União Europeia, os Estados Unidos e a Aliança Trans Pacífico. Desta aliança participam o Chile, a Colômbia, o México e o Peru, enquanto a Costa Rica e o Panamá solicitaram a adesão. A Argentina e o Uruguai encabeçam a pressão nesse sentido, mas os demais integrantes do Mercosul passaram a flexibilizar as posições.

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PARTE 7 – A CHINA E A REGIÃO PACÍFICO DA ÁSIA

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PARTE 8 – O JAPÃO

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PARTE 9 – OS ESTADOS UNIDOS

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PREVISÕES PARA 2016 – Parte 10 – A AMÉRICA LATINA (1)

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PREVISÕES PARA 2016 – Parte 10 – A AMÉRICA LATINA (5)

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O AVANÇO DA TTP (ALIANÇA TRANS PACÍFICO)

No Peru, da mesma maneira que acontecerá com o Chile, a queda dos preços do cobre, impactará em cheio a economia, mas conseguirá ser assimilada sem desestabilizar o regime. Nas eleições que acontecerão no mês de abril, a direitista Keiko Fujimori enfrentará os candidatos Alan García, Alejandro Toledo e Pedro Pablo Kuczynski. O imperialismo pressionará pela vitória de Fujimori, mas a vitória de nenhum desses candidatos impactará o papel do Peru como instrumento da TPP (Aliança Trans Pacífico) e a crescente aproximação com os Estados Unidos.

O Chile é um instrumento da TPP, junto com o Peru, a Colômbia e o México. Impactado em cheio pela queda dos preços do cobre, o governo da Concertación tende a entrar em crise neste ano ou no próximo. As medidas tomadas para conter os protestos estudantis implicam no repasse de recursos para os vampiros da educação, por meio de vários tipos de bolsas e subsídios, e, com a queda dos recursos públicos, será difícil de ser sustentado. A agressividade do “agronegócio” e das madeireiras aumentará, o que deverá provocar a retomada da crise com os indígenas, principalmente os Mapuches.

A TPP deverá provocar o aumento do comercio, o que permitirá controlar os protestos dos trabalhadores portuários, pelo menos durante um período. As políticas neoliberais, que fazem parte do estado chileno e que foram implantadas durante a ditadura do General Pinochet, serão aprofundadas. No médio prazo, provocarão uma perda ainda maior da soberania nacional e a deterioração das condições de vida da população.

A direita chilena não conseguirá se reorganizar, em vista a substituir a Concertación, neste ano.

A pressão do imperialismo avançará no sentido de reduzir os controles e a soberania dos países da região por meio da TPP e de outros mecanismos. O ingresso dos países da América Central da TPP já está sendo tramitado.

A TPP também será utilizada como um mecanismo para reduzir a crescente influência da China na América Latina.

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PREVISÕES PARA 2016 – Parte 10 – A AMÉRICA LATINA (4)

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O MÉXICO: A CRISE DA “NOVA DIREITA RECICLADA”

 

No México, a crise continuará avançando em cima da queda dos preços do petróleo e da crise das “maquiladoras”, as manufaturas orientadas às exportações com destino aos Estados Unidos. A crise do governo Peña Nieto não será superada. O governo continuará semi paralisado e não conseguirá aprovar a entrega do setor elétrico aos monopólios nem a privatização da educação pública, apesar de que as próximas eleições acontecerão somente em 2018.

Após o desgaste da direita agrupada no PAN (Partido de Ação Nacional), que deu lugar a uma direita reciclada a partir do PRI (Partido Revolucionário Institucional), encabeçada por Peña Nieto, imposta de maneira fraudulenta a partir dos Estados Unidos, é bem provável que o se abra espaço para a esquerda burguesa encabeçada pelo novo partido do eterno candidato fraudado, López Obrador, e pelo antigo partido de López Obrador, o PRD.

A enorme crise levará à ascensão do movimento operário, mas a categoria dos professores, que foi o setor que, em 2014 e 2015, esteve à frente da luta contra as políticas neoliberais de Peña Nieto, perderá fôlego em 2016 devido à redução dos novos ataques diretos pelo governo.

A violência promovida pelos carteis mexicanos, já muito fragmentados, continuará muito forte, principalmente nas regiões próximas à fronteira com os Estados Unidos, no nordeste do país, como nos estados de Tamaulipas, Nuevo León, Sinaloa e Baja California Sul, além de Veracruz, Michoacan, Guerrero e Jalisco, localizados nas regiões centrais. Os abusos do governo, além do chamado estado de direito, continuarão no centro da atuação policial.

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PREVISÕES PARA 2016 – Parte 10 – A AMÉRICA LATINA (3)

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A COLÔMBIA: PONTA DE LANÇA DA DIREITA NA AMÉRICA DO SUL

 

Na Colômbia, o governo de Juan Manuel Santos, conseguirá manter a estabilização nos principais centros urbanos a partir dos recursos provenientes da abertura de novos centros de exploração para a mineração e do “agronegócio” por meio dos acordos de paz com as guerrilhas. O acordo com as FARC-EP será assinado em março. As negociações com o ELN já começaram e mesmo não chegando a serem concluídas deixarão o governo com muito mais poder de manobra para concentrar as operações militares nas regiões onde o ELN atua, que são muito reduzidas na comparação com as que as FARC-EP controlam.

No campo, haverá uma certa bonança parcial, em algumas regiões, pelo menos neste e no próximo ano, a partir dos novos investimentos que serão realizados pelas grandes empresas. As novas matérias primas produzidas ajudarão a compensar a queda dos preços do petróleo e das demais matérias primas das quais a Colômbia depende. O turismo, que tem crescido em ritmos muito superiores aos da região, acelerará ainda mais.

A estabilização do país tende a entrar em crise em 2017 e 2018 devido à escassez de recursos para aplicar as reformas sociais acordadas com as guerrilhas, principalmente a reforma agrária. A paz significará o fim da guerra civil, mas haverá a tendência ao surgimento de novos grupos ligados ao crime a partir da desmobilização das bases desses grupos guerrilheiros. As direções terão dificuldades para controla-las e o governo para enquadra-las aos acordos, enquanto os cartéis e as bandas criminais tenderão a coopta-las.

O cartéis colombianos, ligados ao narcotráfico, continuarão com o baixo perfil que os têm caraterizados desde a década de 1990, com a fragmentação dos carteis de Cali e Medellín, principalmente, e diretamente ligados a grandes capitalistas e aos principais partidos políticos, principalmente à U do ex presidente e atual senador Álvaro Uribe.

A direção das FARC-EP e, posteriormente, a do ELN deverão seguir um caminho parecido com as anteriores desmobilizações que deram lugar ao Polo Democrático, uma frente de esquerda de cunho socialdemocrata. O Polo chegou a controlar a prefeitura de Bogotá, a capital do país, durante duas gestões; foi derrotado nas eleições do ano passado. Em contrapartida, os movimentos sociais tenderão a entrar em movimento, principalmente no campo. Da mesma maneira, o movimento sindical deverá entrar em movimento, principalmente, no setor do petróleo e do transporte.

A Colômbia continuará representando a ponta de lança da direita na América do Sul. A paz social e o Plano Colômbia, com sete bases norte-americanas no território, continuarão como elementos chaves de pressão, em primeiro lugar, contra os governos nacionalistas.

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PREVISÕES PARA 2016 – Parte 10 – A AMÉRICA LATINA (2)

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