O NAZISMO ACABOU NA ALEMANHA?

O GOVERNO MERKEL, A EXTREMA DIREITA E A CRISE DOS REFUGIADOS

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O nazismo está ressurgindo na Alemanha, de maneira semidisfarçada, com o AfD (Alternativa para a Alemanha), que recentemente, alcançou, em termos eleitorais, o nível de votação do SPD, o partido socialdemocrata alemão, no estado da Saxônia, capitalizando a crise dos refugiados.

No dia 7 de novembro, o AfD liderou uma manifestação contra a política do governo para os refugiados. A principal palavra de ordem foi “O asilo tem limites. Cartão vermelho para Merkel”. Apesar da manifestação ter sido confrontada pelos anti-fascistas, o crescimento da extrema direita na Alemanha tem se tornado claro a partir do ano passado.

A Saxônia é um bastião do partido abertamente nazista NPD (Partido Nacional Democrático) e de outros afins. O principal líder do AfD, que é uma espécie de Tea Party norte-americano, mora na Saxônia. Em Dresden, a capital do estado, o movimento anti-Islã Pegida conseguiu mobilizar em torno de cinco mil pessoas numa manifestação que aconteceu recentemente.

O AfD obteve 9,7% dos votos na Saxônia em 2014. Novas pesquisas dão 13% dos votos, deixando-o em empate técnico com o SPD, o partido socialdemocrata, que participa da Grande Coalisão liderada pelo direitista CDU da chanceler Angela Merkel. No pais, a pesquisa atribui ao AfD 5,5% dos votos.

A crise aberta pela fluxo dos refugiados provocou a ascensão da extrema direita e a crise da CDU. O AfD levanta a bandeira do controle das fronteiras e a recusa a manter o tratado de Schengen que mantem a livre circulação de mercadorias e pessoas na União Europeia.

NAZISMO DISFARÇADO

A extrema direita alemã, europeia e mundial tenta se distanciar do nazismo de Hitler. Mas as políticas são as mesmas. Basta substituir judeus por imigrantes ou muçulmanos, por exemplo.

Fundado em 2013, o AfD obteve 6,1% dos votos e 8 vagas no parlamento na eleição de Hamburgo, que aconteceu em fevereiro deste ano. Em maio, foram 5,5% dos votos em Bremen. A ala que dirige o AfD é a ala direita do Partido que é dirigida por Frauke Petry. O direcionamento da política evoluiu das questões econômicas e anti União Europeia para as políticas contra os imigrantes e os muçulmanos. Houve um racha com a ala dirigida pelo fundador do Partido, Bernd Lycke que acabou formando a ALFA (Aliança pelo Progresso e a Renovação).

O AfD faz parte do bloco Reformistas e Conservadores no Parlamento Europeu. O AfD se apresenta como uma “direita renovada” que não quer se identificar com partidos abertamente nazistas, como o NPD (Partido Nacional Democrático da Alemanha), mas apoia o movimento Pegida (sigla, em alemão, para Europeus Patriotas contra a Islamização do Ocidente).

A extrema direita tenta fomentar o clima de histeria com ataques cada vez mais constantes e violentos contra os imigrantes e quem os apoia, tentando recriar o clima da República de Weimar.

Em Colônia, a prefeita Henriette Reker foi atacada a facadas. Grupos de refugiados têm sido emboscados por neonazistas. O jornalista Helmut Schumann, do jornal Tagesspiegel, que escreveu críticas ao crescimento da xenofobia na Alemanha, foi atacado brutalmente em Berlim aos gritos de “porco esquerdista”.

O crescimento da extrema direita conta com o apoio velado e aberto dos órgãos de repressão. Numa manifestação do Pegida, em Dresden, a polícia se concentrou em controlar os manifestantes anti fascistas enquanto faziam vista grossa para os nazistas.

A extrema direita europeia raramente reivindica o nazismo. O máximo que chega a fazer é compara-lo com o estalinismo e dizer que Stalin matou tanta gente como Hitler. As clássicas bandeiras levantadas são o repúdio dos imigrantes, principalmente dos ciganos e outras minorias, contra a União Europeia e contra os planos de austeridade. Sobre esta base, tenta estabelecer uma base eleitoral, principalmente na classe média.

Ainda não apareceram na Europa milícias fascistas de peso. Algumas tentativas têm recuado. Na Grécia, o Aurora Dourada precisou de uma ajudazinha do estado para evitar ser massacrado, após alguns dos seus militantes terem assassinado um conhecido cantor de rapper. Mas a demagogia fascista não deve ser confundida com o caráter de classe do fascismo.

O fascismo representa a ideologia da classe média desesperada perante o aprofundamento da crise capitalista. Ele tenta promover o apoio reclutando elementos de classe média e lumpens, que estão margem da sociedade, com o objetivo de promover tropas de choques que lhe possibilitem chegar ao poder. Assim aconteceu na Itália, na Alemanha e, mais recentemente, o caso clássico foi visto na Ucrânia.

Quando o fascismo chega ao poder, alavancado pelo apoio econômico do grande capital, ele se burocratiza rapidamente e passa a se valer do aparato de estado. Hitler, em pouco tempo, liquidou as SA e as substituiu pelas SS. No Estado Novo (1937-1945), no Brasil, Getúlio Vargas colocou de lado o Integralismo. Na Ucrânia, os atuais seguidores de Stepan Bandeira foram contidos pelo imperialismo europeu e norte-americano, apesar de deterem vários cargos muito importantes no governo (como o primeiro ministro, que é um figurão do partido de extrema direita Svoboda).

A CRISE DOS REFUGIADOS

A crise dos refugiados tem se convertido num dos pontos principais da crise da Grande Coalisão, encabeçada pela chanceler Angela Merkel. A extrema direita passou a atacar a “liberalidade” das políticas do governo no cenário da crise. A imprensa imperialista tem se mantido na linha de frente da campanha, o que demonstra que a chanceler está perdendo o apoio dos monopólios. O influente semanário Der Spiegel International deu o tiro de largada como matérias como “A Chanceler solitária: Merkel sob fogo conforme a crise dos refugiados piora” ou “A Alemanha em estado de emergência.”

A CSU, o partido irmã, na Bavária, da direitista CDU (União Democrata Cristã) de Angela Merkel se transformou num dos grandes críticos de Merkel. A crise estourou na Bavária por causa da chegada de um número grande de imigrantes a partir da fronteira da Áustria e se estende ao interior da CDU. As contradições se tornaram ainda mais exacerbadas na Europa Oriental com a direita de países como a Polônia, a Hungria, a República Tcheca, a República da Eslováquia, que ficaram na linha de frente na recepção dos refugiados.

A adoção de medidas mais duras coloca em xeque o coração das políticas colocadas em pé para manter o controle da Europa. A livre circulação de pessoas e mercadorias, o Tratado de Schengen, está na base da estruturação dos demais países como províncias do imperialismo europeu, encabeçado pela França e a Alemanha.

Merkel ficou paralisada. O máximo que conseguiu fazer foi repassar algo em torno a três bilhões de euros para o governo turco de Erdogan, às vésperas das eleições que aconteceram, na Turquia, no início de novembro.

O imperialismo norte-americano tem se aproveitado da crise aberta para avançar na tentativa de implodir a aproximação da Alemanha com os chineses e os russos.

O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schaeuble, representa a ala direita da CDU que busca apertar a aplicação dos “planos de austeridade”. Mas Schaeuble tem ficado nos bastidores da crise, provavelmente tentando preservar a imagem com o objetivo de substituir Merkel.

A crise na Europa avança a passos largos. A coluna vertebral do imperialismo europeu entrou em crise. Com isso, a “válvula de escape” da pressão da crise capitalista na periferia está ruindo. Mas essa “válvula de escape” também carrega o parasitismo dos monopólios.

Uma crise de grandes proporções está colocada para o próximo período. Por esse motivo, a burguesia imperialista tenta colocar em pé a extrema direita, a força de choque fascista para enfrentar a inevitável ascensão da classe operária.

FASCISMO: ARMA dos MONOPÓLIOS CONTRA O MOVIMENTO OPERÁRIO

O fascismo é um fenômeno que deverá continuar crescendo no próximo período. Ainda usando altas doses de demagogia. A demagogia também foi usada em altas doses por Hitler, assim como é usada hoje em doses talvez maiores. Não se trata de um problema moral, mas de um problema objetivo, material, que tem a base na economia.

A pacificação das massas, tal como ainda a conhecemos hoje, se tornará, inevitavelmente, no futuro, coisa do passado. E como a burguesia poderá conte-la? A resposta está justamente no fascismo.

A única maneira efetiva para enfrentar o fascismo é nas ruas. Quem pode enfrenta-lo são os trabalhadores que representam a esmagadora maioria da população. Mas para isso, eles precisam acordar. E o melhor despertador é o aprofundamento da crise econômica.

Eu sempre me lembro de um comandante que tivemos a oportunidade de conhecer, recentemente, em Donetsk. Ele era um simples programador de um banco estrangeiro. Quando ele viu o que os fascistas estavam promovendo a partir de Kiev, a capital da Ucrânia, simplesmente, largou tudo, se juntou com mais 20 amigos, pegou em armas e se tornou num dos melhores comandantes em menos de um ano. A ascensão operária deverá evoluir, nos países avançados, de maneira similar. Quando “a água bater na bunda”, a situação material impulsionará a classe operária à luta. A burguesia tentará se valer do fascismo para conter a revolução.

O enfrentamento aberto das classes sociais antagônicas tem como base a economia. Se trata de um fenômeno histórico que não depende de uma ou outra pessoa. A roda da história avança sempre para frente.

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DEUTSCHE BANK – À BEIRA DO PRECIPÍCIO?

NÃO, É O SISTEMA FINANCEIRO MUNDIAL!

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O maior banco alemão, o Deutsche Bank, anunciou perdas por mais de seis bilhões de euros no terceiro trimestre, a demissão de mais de 35 mil funcionários, o fechamento das operações em 10 países e a suspensão da distribuição de dividendos para os acionistas neste e no próximo anos. Esta última medida acontece pela primeira vez desde a década de 1950. Somente na Alemanha serão demitidos 10 mil trabalhadores.

A contaminação com títulos das dívidas públicas acumulam trilhões e com os derivativos financeiros ultrapassam os US$ 75 trilhões, neste caso são US$ 5 trilhões a mais que o tradicional encabeçador da especulação financeira, o banco norte-americano JP Morgan.

No mês de abril do ano passado, o Deutsche Bank foi obrigado a levantar um bilhão e meio de euros para a chamada Camada 1 de capital. Um mês depois, vendeu oito bilhões de euros em ações concedendo descontos de 30%. No mês de março deste ano, o Banco não passou nos testes de estresse dos bancos europeus. Em abril, chegou a um acordo com o Departamento de Justiça norte-americano para o pagamento de US$ 2,1 bilhões relacionados com a manipulação da taxa Líbor. Esse valor representou uma parte insignificante dos ganhos obtidos. Em junho, dois presidentes do Banco renunciam no meio da eventual bancarrota da Grécia. No dia 9 de junho, a agência qualificadora de riscos, Standard & Poor’s, rebaixou a nota para BBB+, apenas a três níveis da qualificação “lixo”.

O segundo maior banco alemão, o Commerzbank, se encontra em situação igual ou pior.

As acusações de manipulação da taxa Líbor, que levou a multas milionárias, e de lavagem de dinheiro está muito longe de ser exclusividade dos bancos alemães. Essa é a norma de todos os grandes bancos.

ALEMANHA: ATÉ QUANDO SERÁ A FORTALEZA DA EUROPA?

A dramática crise do banco mais forte do país mais forte da Europa, a Alemanha, representa apenas o prenúncio do que estar por vir. O novo colapso que aparece no horizonte será muito pior que o de 2008 e atingirá a todos os países em escala mundial. Os estados se encontram hiper endividados por causa dos trilionários recursos direcionados ao resgate dos monopólios

O sistema financeiro está direcionado à especulação financeira, que domina as atividades de todas as grandes empresas.

A especulação financeira se encontra sustentada em cima de recursos públicos

Todos os fatores que levaram ao colapso de 2008 continua em pé e mais fortes do que nunca.

No caso da Alemanha, os bancos regionais estão tão contaminados que em 2013, o BCE não conseguiu inclui-los no controle direto. E isso estaria acontecendo no coração do capitalismo europeu. A situação dos demais bancos europeus é ainda pior.

O mundo foi convertido numa espécie de casino financeiro, ou banco imobiliário, onde os grandes especuladores são resgatados pelo estado dentro da nefasta política do TBTF (iniciais em inglês para Muito Grandes Para Falirem).

Até agora, tem sido o ponto forte do capitalismo europeu. Milhões de imigrantes dos países em crise vão trabalhar na Alemanha. Boa parte da indústria europeu gira em torno da máquina industrial alemã. Mas para sustentar esses mecanismos o imperialismo alemão tem sido obrigado a evitar o colapso dos países da periferia, o que tem aumentado o contágio em direção ao centro. A indústria já entrou em recessão. O “milagre” alemão está com os dias contados.

DEUTSCHE BANK: O PRÓXIMO LEHMAN BROTHERS?

DEUTSCHE BANK

Após o escândalo que estourou com a falsificação dos índices de poluição da Volskwagen, vieram a tona as dificuldades do Deutsche Bank, um dos dois maiores bancos alemães e um dos maiores bancos europeus.

As perdas acumuladas no terceiro trimestre deste ano superaram os seis bilhões de euros. A contaminação com títulos das dívidas públicas acumulam trilhões e com os derivativos financeiros ultrapassam os US$ 75 trilhões, neste caso são US$ 5 trilhões a mais que o tradicional encabeçador da especulação financeira, o norte-americano JP Morgan.

Os sintomas da crise, na realidade, são mais antigos. Datam de um ano e meio atrás. No mês de abril do ano passado, o Deutsche Bank foi obrigado a levantar um bilhão e meio de euros para a chamada Camada 1 de capital. Um mês depois, vendeu oito bilhões de euros em ações concedendo descontos de 30%.

No mês de março deste ano, o Banco não passou nos testes de estresse dos bancos europeus. Em abril, chegou a um acordo com o Departamento de Justiça norte-americano para o pagamento de US$ 2,1 bilhões relacionados com a manipulação da taxa Líbor. Esse valor representou uma parte insignificante dos ganhos obtidos. Em junho, dois presidentes do Banco renunciam no meio da eventual bancarrota da Grécia. No dia 9 de junho, a agência qualificadora de riscos, Standard & Poor’s, rebaixou a nota para BBB+, apenas a três níveis da qualificação “lixo”.

O segundo maior banco alemão, o Commerzbank, se encontra em situação igual ou pior.

SOMENTE O DEUTSCHE BANK?

A crise do banco alemão Deutsche Bank é a norma do sistema financeiro mundial. Após o colapso capitalista de 2008, os bancos quebraram e foram resgatados com trilhões de recursos públicos.

Na Alemanha, somente o resgate do Hypo Bank, envolvido em cheio na especulação imobiliária, consumiu 102 bilhões de euros.

Quando o banco norte-americano Lehman Brother’s quebrou em 2007, a qualificação de risco era menor que a do Deutsche Bank é hoje.

O Deutsche Bank atua no varejo. Mas os lucros neste segmento são relativamente baixos. Os grandes lucros têm como origem a especulação financeira.

O sistema financeiro mundial se encontra hiper contaminado com títulos podres e sobrevive na especulação financeira sustentada pelo parasitismo em cima dos recursos públicos. O mundo foi convertido numa espécie de casino financeiro, ou banco imobiliário, onde os grandes especuladores são resgatados pelo estado dentro da nefasta política do TBTF (iniciais em inglês para Muito Grandes Para Falirem).

No caso da Alemanha, os bancos regionais estão tão contaminados que em 2013, o BCE não conseguiu inclui-los no controle direto. E isso estaria acontecendo no coração do capitalismo europeu. A situação dos demais bancos europeus é ainda pior.

O “milagre” alemão está com os dias contados. A indústria já entrou em recessão. Um novo colapso capitalista de gigantescas proporções está colocado para o próximo período. E o estado burguês se encontra mais endividado do que nunca o que dificultará o resgate dos monopólios.

Novos ataques contra as massas estarão inevitavelmente colocados. Isso deverá colocar em movimento a classe operária nos países desenvolvidos. A “ilha da fantasia” da Europa desenvolvida e democrática está com os dias contados, da mesma maneira que em todos os demais países. O confronto aberto entre a classe operária e a burguesia será inevitável no próximo período.

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O ESCANDALO DA VOLKSWAGEN

O QUE ESTÁ POR TRÁS? E QUAL É O IMPACTO SOBRE A EUROPA E O MUNDO?

Recentemente, estourou um enorme escândalo envolvendo a Volkswagen, a maior indústria alemã e a segunda maior montadora do mundo.

À cabeça das investigações contra a Volkswagen se encontra a EPA (Agência de Proteção ao Meio Ambiente) dos Estados Unidos, que já ordenou o “recall” de meio milhão de veículos e ameaçou com altas multas.

O escândalo estourou, no dia 18 de setembro, quando a EPA empreendeu a ação e escalou, no dia 22 de setembro, quando a própria Volkswagen declarou que mais de 11 milhões de veículos foram vendidos com mecanismos de controle de poluição falsos.

O primeiro ponto a ser levado em conta é que o escândalo estourou nos Estados Unidos, onde o controle de contaminação se encontra supeditado aos lucros dos monopólios de maneira grotesca. A mega contaminação do Golfo do México pela BP (British Petroleum) foi encerrada com uma multa irrisória, em comparação com a depredação provocada. A produção do gás e petróleo a partir do xisto é tão depredadora que até é possível acender fogo a partir da torneira em vários lugar, conforme pode ser visualizado em vários vídeos disponibilizados na Internet. As licenças outorgadas à Shell para a exploração de petróleo no Ártico, ameaçam tornar o mega vazamento da Exxon Valdez no Alaska, de 1989, mera perfumaria. Os Estados Unidos são o segundo maior consumidor de agrotóxicos (só perdem para o Brasil) e o maior consumidor de transgênicos (Brasil em segundo lugar) que foram liberados em apenas alguns meses, apesar de incluírem até genes de peixe nas manipulações genéticas. E os exemplos são inúmeros.

POR QUE OS ESTADOS UNIDOS IMPULSIONARAM O CASO DA VOLKSWAGEN?

O resultado concreto da revelação do escândalo da Volkswagen é que a retomada do crescimento industrial europeu acabou sendo colocado em xeque. Da mesma maneira, os Estados Unidos ficaram com uma “carta na manga” importante para influenciar a aproximação da Europa com o chamado Novo Caminho da Seda chinês e o levantamento das sanções contra a Rússia.

Por causa do aprofundamento da crise capitalista, a disputa do mercado mundial ficou ainda mais acirrada. Trata-se da política do “salve-se quem puder” perante a crise e, particularmente, o novo colapso que está colocado para o próximo período.

A falsificação teve na origem a tentativa de reduzir os custos e manter as taxas de lucro que estavam em queda. A questão colocada é a probabilidade de que várias outras industriais automotrizes estejam envolvidas na fraude.

A economia alemã depende em 45% das exportações, das quais 17% depende da exportação de veículos, o setor mais importante, que empresa quase 800 mil trabalhadores diretamente.

O valor das ações da Volkswagen despencou em quase 35%.

O chamado “Mittelstand” alemão foi colocado em xeque. São dezenas de milhares de pequenas e médias empresas localizadas na região no Vale do Rio Reno, e que se estende, além da Alemanha, a Áustria e Suíça. A produção envolve um volume muito importante de peças para a maior parte da indústria alemã. Mais da 70% dos empregos alemães e da metade do PIB dependem do Mittelstand.

PLANOS DE AUSTERIDADE E A LIGA HANSEÁTICA

O aprofundamento da crise capitalista na Europa colocou em pauta, como política oficial da União Europeia, os chamados “planos de austeridade”. Largos ataques têm sido promovidos, principalmente, contra os países da periferia, com o objetivo de manter o fluxo de recursos em direção ao coração do capitalismo europeu. Essas economias colapsaram após terem sido colocadas a reboque da Alemanha, em primeiro lugar.

O mecanismos de contenção da crise, colocados em pé em 2009, se esgotaram em 2012, deixando para trás o endividamento generalizado e a recessão.

As sanções impostas contra a Rússia fizeram cair os lucros dos monopólios europeus em primeiro lugar, no contexto da extensão da recessão industrial.

A queda dos preços do petróleo e das matérias primas, junto com a desvalorização do euro, conseguiu dar um fôlego relativo ao processo de recuperação da indústria europeia desde o final do ano passado. O superávit comercial europeu passou de US$ 23,4 bilhões para US$ 34,5 bilhões) entre os meses de julho de 2014 e julho de 2015. O grosso desse superávit tem como origem a Alemanha.

Sobre essa base, os governos da França e da Itália não foram punidos por ter ultrapassado os limites estabelecidos para o orçamento público. A expectativa de crescimento para as economias europeias aumentou para este ano. O PIB (oficial) da Espanha deverá crescer 3%; França 1,3%; Itália 0,7%.

As altíssimas taxas de emprego na periferia pressionaram as potências centrais, mas acabaram sendo contidas por causa do aumento das exportações.

A União Europeia e, na prática, a Europa toda funciona como a retomada da Liga Hanseática, que teve origem na atual Alemanha (Lubeck e Hamburgo) no século 13. O ápice aconteceu no século 16, com o amplo predomínio dos reinos germânicos. O colapso teve como causa principal o novo mercado das Américas.

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ALEMANHA – O CORAÇÃO DO CAPITALISMO EUROPEU – Parte 17 (de 17)

QUEM SÃO AS 150 FAMÍLIAS QUE DOMINAM O MUNDO?

De acordo com um estudo realizado pela Universidade de Zurich, após ter analisado 43.060 monopólios, 1.318 monopólios formam o coração da economia capitalista e 147 deles controlam 40% da riqueza mundial. Os 20 monopólios mais poderosos são bancos.

As 80 pessoas mais ricas do mundo, apresentadas no estudo ou na Revista Forbes, até são ricas e poderosas, mas quem realmente domina o mundo são aproximadamente 150 famílias, que, apesar de se manterem fora dos holofotes da propaganda, controlam a economia mundial por meio de uma série de mecanismos.

De acordo com a organização britânica Oxfam, com base num estudo realizado pelo Crédit Suisse e a lista anual da Forbes sobre bilionários, desde 2009, a riqueza de 80 pessoas dobrou, enquanto a “riqueza” dos 3,6 bilhões de pessoas mais pobres do planeta caiu.

Em 2009, a fortuna de 388 bilionários correspondia à metade da renda mundial. Em 2016, a riqueza do 1% mais rico da população será igual ao dos 99% restantes da população mundial. Os 35 norte-americanos mais ricos acumulam uma fortuna de quase um trilhão de dólares. No Brasil, entre as 15 famílias mais ricas se encontram a família Marinho ,das organizações Globo, e as famílias ligadas aos bancos Safra, Itaú e Bradesco, o grupo Votorantin, as empreiteiras Camargo Corrêa e Odebrecht, e o Grupo Abril.

IMPERIALISMO: A FUSÃO DO CAPITAL INDUSTRIAL COM O CAPITAL FINANCEIRO

Vladimir I. Lenin, o líder da Revolução Russa de 1917, no célebre livro “Imperialismo Etapa Superior do Capitalismo” definiu o imperialismo como a fusão entre o capital industrial e o capital financeiro.

O Bank of America, o JP Morgan Chase, o Citigroup e o Wells Fargo, junto com o alemão Deutsche Bank, o francês BNP, o inglês Barclays e outros monopólios europeus, são proprietários das quatro maiores petrolíferas, a Exxon Mobil, a Royal holandesa Shell, a BP Amoco e a Chevron Texaco.

Apenas dez grandes bancos controlam as doze agências da Fed (Reserva Federal) dos Estados Unidos: o NM Rothschild de Londres, o Rothschild Bank de Berlim, o Warburg Banco de Hamburgo e o Warburg Banco de Amsterdã, o Lehman Brothers de Nova Iorque, o Lazard Brothers de Paris, o Kuhn Loeb Banco de Nova Iorque, o Israel Moises Seif Banco da Itália, o Goldman Sachs de Nova York e o Banco JP Morgan Chase de Nova York. A maior parte do controle se encontra nas mãos das famílias Rockefeller e Warburg, por meio de figurões como William Rockefeller, Paul Warburg Jacob Schiff e James Stillman Rockefeller.

A agência mais poderosa da Reserva Federal, a Fed de Nova Iorque, é controlada em 80% por oito famílias, quatro das quais são norte-americanas: Goldman Sachs, Rockefeller, Lehman Loebs Kuhn de Nova Iorque, os Rothschilds de Paris e Londres, Warburg de Hamburgo, Lazards de Paris, e os israelenses Moises Seifs, que têm base na cidade de Roma.

Os grandes grupos de especuladores, que dominam o mundo capitalista e controlam as principais alavancas do estado burguês, têm se integrado em um processo que começou com a criação da Reserva Federal em 1913 com a fusão do poder de oito famílias (Rockefeller, Rothschild, Wanburg, Morgan, Astor, Dupont, Guggenheim, Vanderbilt).

O CONTROLE DO BIS (Bank for International Settlement)

O BIS (Bank for International Settlement) funciona como uma espécie de banco central mundial e é controlado pelos principais grupos de especuladores financeiros. O BIS é propriedade da Reserva Federal dos Estados Unidos, do Banco da Inglaterra, do Banco da Itália, do Banco do Canadá, do Banco Nacional da Suíça, do Banco Nacional da Holanda, do Bundesbank (banco central da Alemanha) e do Banco da França.

O primeiro presidente do BIS foi um banqueiro a serviço de Rockefeller, funcionário do Chase Manhattan e da Reserva Federal, McGarrah Gates. McGarrah foi o avô do ex-diretor da CIA, Richard Helms.

No histórico do BIS, aparece o financiamento recorrente das Oito Famílias, o financiamento de Adolf Hitler, quando era dirigido por J. Henrique Schroeder e Mendelsohn Warburg do Banco de Amsterdã, e um empréstimo feito ao governo da Hungria em 1990, para garantir a privatização da economia daquele país. A imprensa burguesa tem divulgado algumas denuncias sobre o envolvimento com a lavagem de dinheiro proveniente do tráfego de drogas.

Durante a reunião de Bretton Woods esses grandes grupos de especuladores impulsionaram a criação do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do Banco Mundial. Em 1944, os primeiros títulos do Banco Mundial foram acolhidos pela Morgan Stanley e pelo First Boston. O BIS mantém pelo menos 10% das reservas monetárias desses organismos e de, pelo menos, 80 bancos centrais do mundo.

Outras instituições que as Oito Famílias controlam são o Fórum Econômico Mundial, a Conferência Monetária Internacional e a Organização Mundial do Comércio.

A CONSOLIDAÇÃO DO PODER DA FAMÍLIA MORGAN

A família Morgan fundou a Universidade Drexel na Filadélfia e financiou o lançamento de vários monopólios, como a AT&T, a General Motors, a General Electric, a DuPont e o Banco Rothschild e Baring com sede em Londres. Em 1890, os Morgan fizeram empréstimos ao banco central do Egito, financiaram a construção das ferrovias russas, as dívidas dos governos estaduais brasileiros projetos de obras públicas na Argentina.

Em 1879, a família Morgan financiou a Ferrovia Central de New York que foi usada para transportar o petróleo da Standard Oil, as duas de propriedade da família Rockefeller, estreitando assim a relação entre as duas famílias, e monopolizando o transporte ferroviário e a produção de petróleo. As famílias Lehman, Goldman Sachs e Lazard se juntaram às duas com o objetivo de monopolizar o controle da base industrial dos Estados Unidos.

A Casa de Morgan, da família Morgan, juntamente com a Casa de Rothschid, da família Rothschild, controlou a venda dos títulos do Tesouro norte-americano entre 1895 a 1896. Em 1893, em plena crise capitalista, aumentaram o controle sobre o governo quando injetaram US$ 62 milhões em ouro no Tesouro para evitar uma corrida bancária. Em 1895, os Morgan controlavam o fluxo de ouro dentro e fora dos Estados Unidos.

A primeira grande onda de concentração de capitais nos Estados Unidos foi promovida por essas famílias. Em 1897, ocorreram sessenta e nove fusões industriais, e, em 1899, foram 1.200. Em 1904, John Moody (fundador da Moody’s Investor Services) já dizia que era impossível falar dos interesses de Rockefeller e dos interesses de Morgan separadamente.

A Standard Oil de Rockefeller, a U.S. Steel de Andrew Carnegie e as ferrovias do Edward Harriman foram financiados pelo banqueiro Jacob Schiff, de Kuhn Loeb, que mantinha estreita colaboração com os Rothschilds na Europa.

A entrada dos Estados Unidos na Primeira Guerra Mundial, assim como 50% dos gastos totais, foi financiada pela família Morgan. Jack Morgan filho e sucessor de J. Pierpont, financiou os Morgan da Remington e da Winchester para aumentar a produção de armas. Muito antes do início da Guerra, a empresa francesa de Rothschild Freres contactou a Morgan & Company em Nova York solicitando um empréstimo de US$ 100 milhões, para possibilitar o pagamento de parte das compras francesas de produtos norte-americanos. Os principais empreiteiros, a General Electric, DuPont, US Steel, Kennecott e Asarco, eram clientes importantes da Casa Morgan.

A família Morgan também financiou a guerra da Grã-Bretanha contra os Boers, na África do Sul, e a Guerra Franco-Prussiana. A Conferência de Paz de Paris de 1919 foi controlada pela família Morgan, que liderou o financiamento para a reconstrução da Alemanha e os demais países europeus.

Uma investigação feita pelo Congresso dos Estados Unidos, em 1936, presidida pelo senador Gerald Nye (do Partido Democrata), revelou que os Morgan levaram os Estados Unidos a participar na Primeira Guerra Mundial com o objetivo de proteger o crédito, os empréstimos e impulsionar a criação da indústria de armas, o chamado complexo militar industrial.

A família Morgan sempre manteve relações próximas com as famílias Iwasaki e Dan, as duas famílias mais ricas do Japão, que são donos dos grupos Mitsubishi e Mitsui, assim como com Benito Mussolini, o chefe do governo fascista italiano.

A CONSOLIDAÇÃO DO PODER DA FAMÍLIA ROCKEFELLER

O monopólio do petróleo pelos Rockefeller foi financiado pela famílias Kuhn e Rothschild por meio de empréstimos concedidos pelo National City Bank de Cleveland. Este banco era um dos três de propriedade da família Rothschild, nos Estados Unidos, durante a década de 1870, quando se ligou com Rockefeller na Standard Oil de Nova York.

Na década de 1920, a família Rockefeller usou os recursos obtidos do petróleo para comprar a Equitable Trust, que tinha engolido outros grandes bancos e corporações. A Grande Depressão de 1929 ajudou a consolidar o poder. O Banco Chase Manhattan, propriedade da família Rockefeller, fundiu-se com o Kuhn Loeb Bank, que, no ano 2000, se fundiu com o JP Morgan, dando lugar ao JP Morgan Chase.

Entre os fundadores do Citigroup estão Edward Harkness, um alto executivo da Standard Oil, cuja família chegou a controlar o Chemical Bank, e James Stillman, cuja família controla o Manufacturers Hanover Trust. Duas das filhas de James Stillman casaram com dois dos filhos de William Rockefeller. As duas famílias controlam o Citigroup.

No negócio de seguros, a família Rockefeller controla a Metropolitan Life, a Equitable Life, a Prudential e a New York Life.

Os bancos de Rockefeller controlam 25% dos ativos dos 50 maiores bancos comerciais dos Estados Unidos e 30% dos ativos das 50 maiores empresas de seguros. Entre as principais empresas controladas pela família Rockefeller estão a Exxon Mobil, a Chevron Texaco, a BP Amoco, a Marathon Oil, a Freeport McMoran, a Quaker Oats, a Asarco, a United, a Delta, a Northwest, a ITT, a International Harvester, a Xerox, a Boeing, a Westinghouse, a Monsanto, a Hewlett-Packard, a Honeywell, a International Paper, a Pfizer, a Motorola, a Monsanto, a Union Carbide e a General Foods.

Através de várias fundações, a família Rockefeller tem procurado criar uma camada de intelectuais pró-imperialistas e influenciar programas e políticas públicas no mundo todo: a Fundação Rockefeller, que tem estreitos laços financeiros com as Fundações Ford e Carnegie, a Rockefeller Brothers Fund, o Instituto Rockefeller de Pesquisa Médica, o Conselho Geral da Educação, a Universidade Rockefeller e a Universidade de Chicago, de onde surgiram os papas do chamado “neoliberalismo” como o tristemente célebre Milton Friedman.

VEJA TAMBÉM:

1-

POLÔNIA: A CHAVE do “MILAGRE” ALEMÃO (Parte 11)

As GREVES de 1980: REMIX!

2-

O “NOVO CAMINHO DA SEDA”: VERDADE OU FANTASIA?

PARTE 2 – Sanções e contra sanções. Tudo conduz ao Novo Caminho da Seda

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RÚSSIA/ ALEMANHA: AMOR E ÓDIO?

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Da Série, ALEMANHA – O CORAÇÃO DO CAPITALISMO EUROPEU

Parte 1 (de 15)

CRISE TERMINAL DA UNIÃO EUROPEIA?

https://alejandroacosta.net/2015/08/05/alemanha-o-coracao-do-capitalismo-europeu-parte-1-de-14-crise-terminal-da-uniao-europeia/

Parte 2

QUEDA DO MURO DE BERLIN. QUEM GANHOU E QUEM PERDEU?

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Parte 3

SOCIALISMO EM PAÍSES ATRASADOS (ou arrasados)?

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Parte 4

POPULAÇÃO PACIFICADA. ATÉ QUANDO?

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Parte 5-

AUTOMATIZAÇÃO TOTAL DA PRODUÇÃO?

Uma visita à principal fábrica da Volkswagen

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Parte 6-

A LEI DO VALOR: “VILÔ DA CRISE CAPITALISTA

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Parte 7-

BONANÇA OU RECESSÃO?

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Parte 8-

O COLAPSO DO “NEOLIBERALISMO”

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Parte 9-

ESTABILIDADE NA CONTAGEM REGRESSIVA?

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Parte 10-

ONDE ESTÁ A ESQUERDA REVOLUCIONÁRIA NA ALEMANHA?

https://alejandroacosta.net/2015/08/05/alemanha-o-coracao-do-capitalismo-europeu-parte-10-de-17-onde-esta-a-esquerda-revolucionaria/

Parte 11-

O NAZISMO PODE RESSURGIR NA ALEMANHA?

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ALEMANHA – O CORAÇÃO DO CAPITALISMO EUROPEU – Parte 12 (de 17)

ESTADOS UNIDOS: ALIADOS OU INIMIGOS?

https://alejandroacosta.net/2015/08/19/alemanha-o-coracao-do-capitalismo-europeu-parte-12-de-17-2/

ALEMANHA – O CORAÇÃO DO CAPITALISMO EUROPEU – Parte 13 (de 17)

A ALEMANHA PODE RESSURGIR COMO POTÊNCIA MILITAR?

https://alejandroacosta.net/2015/08/19/alemanha-o-coracao-do-capitalismo-europeu-parte-13-de-17/

ALEMANHA – O CORAÇÃO DO CAPITALISMO EUROPEU – Parte 14 (de 17)

BANCO CENTRAL EUROPEU, A SERVIÇO DE QUEM?

https://alejandroacosta.net/2015/08/19/alemanha-o-coracao-do-capitalismo-europeu-parte-14-de-17/

ALEMANHA – O CORAÇÃO DO CAPITALISMO EUROPEU – Parte 15 (de 17)

Grexit, bancarrota da Grécia ou da Alemanha?

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ALEMANHA – O CORAÇÃO DO CAPITALISMO EUROPEU – Parte 16 (de 17)

UM NOVO COLAPSO CAPITALISTA, O COLAPSO DA ESPECULAÇÃO FINANCEIRA

https://alejandroacosta.net/2015/08/19/alemanha-o-coracao-do-capitalismo-europeu-parte-16-de-17/

ALEMANHA – O CORAÇÃO DO CAPITALISMO EUROPEU – Parte 17 (de 17)

QUEM SÃO AS 150 FAMÍLIAS QUE DOMINAM O MUNDO?

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ALEMANHA – O CORAÇÃO DO CAPITALISMO EUROPEU – Parte 16 (de 17)

 

UM NOVO COLAPSO CAPITALISTA, O COLAPSO DA ESPECULAÇÃO FINANCEIRA

O colapso capitalista de 2008 representou o colapso das chamadas “políticas neoliberais” que foram colocadas em pé com o objetivo de conter a crise aberta no final da década de 1960.

A crise mundial de 1974 colocou uma pá de cal sobre as chamadas políticas “keynesianas” que, por meio de gigantescos investimentos públicos, principalmente no setor de armas, tinham como objetivo promover um certo desenvolvimento da economia. O crescimento da inflação e do desemprego provocou a queda de todas as ditaduras neofascistas que o imperialismo norte-americano colocou em pé, no melhor estilo hitleriano, após a Segunda Guerra Mundial nos países atrasados. A Revolução de 1979 no Irã colocou abaixo o principal instrumento do imperialismo no Oriente Médio. A terrível SAVAK, a polícia política que estava na base do estado policial, desabou em alguma semanas. O movimento grevista se fortaleceu em escala mundial. A inflação nos Estados Unidos superou os 20% ao ano no início da década de 1980.

A crise capitalista somente conseguiu ser contido por meio da incorporação de milhões de trabalhadores chineses, que ganhavam salários de aproximadamente US$ 30 mensais, no mercado mundial. Sobre esta base, na Inglaterra, foi derrotada a greve dos mineiros, que durou mais de um ano, e, nos Estados Unidos, a greve dos controladores aéreos, que acabou sendo desmantelada com a demissão de mais de 13 mil trabalhadores. Foi o apito inicial da escalada dos ataques contra o movimento operário mundial.

Os lucros capitalistas foram salvos por meio do arrocho salarial e de um “keynesianismo às avessas”. O grosso dos gastos públicos passo a ser direcionado para os capitalistas.

Várias crises se sucederam a partir da década de 1980, mas foram crises regionais e nos países atrasados. O colapso capitalista de 2008 atingiu em cheio o coração do capitalismo mundial.

UM NOVO COLAPSO CAPITALISTA, O COLAPSO DA ESPECULAÇÃO FINANCEIRA

Após o colapso capitalista de 2008, a burguesia não conseguiu colocar em pé uma nova política alternativa ao chamado “neoliberalismo”, enquanto o estado burguês continuou se enfraquecendo por causa dos crescentes volumes de recursos que têm sido repassados para garantir os lucros dos capitalistas.

A fase imperialista do capitalismo trouxe consigo o fim das crises cíclicas e abriu um ciclo de crises, onde, a cada nova crise, recebe uma nova ponte safena. A crise aberta em 1930 foi fechada somente por meio da Segunda Guerra Mundial que provocou a maior destruição de forças produtivas vista na história da humanidade. Os esforços de reconstrução, promovido pelos Estados Unidos, a partir do Plano Marshall de 1948, conseguiram estabelecer os chamados Anos Dourados do capitalismo, um período de crescimento que foi mantido até a segunda metade da década de 1960.

Nouriel Roubini, o economista que, em 2006, previu, em detalhes, a crise de 2008, prevê um novo colapso capitalista para o próximo período. Na base está o estouro da mãe de todas as bolhas, as emissões crescentes de dinheiro podre pelos principais bancos centrais.

A crise de 2008 não conseguiu ser fechada. Em contrapartida, aparece uma nova crise, um novo colapso, de proporções ainda mais devastadoras. Todos os fatores que levaram à crise de 2008 continuam em pé e, ainda, de maneira muito mais acentuada. A especulação financeira escalou, inclusive nas potências industriais, a Alemanha e o Japão, assim como nos países atrasados, que tinham passado relativamente incólumes pela crise da “subprime”, em 2008. Esses países agora também ficaram na linha de frente.

VEJA TAMBÉM:

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POLÔNIA: A CHAVE do “MILAGRE” ALEMÃO (Parte 11)

As GREVES de 1980: REMIX!

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O “NOVO CAMINHO DA SEDA”: VERDADE OU FANTASIA?

PARTE 2 – Sanções e contra sanções. Tudo conduz ao Novo Caminho da Seda

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3-

RÚSSIA/ ALEMANHA: AMOR E ÓDIO?

4-

Da Série, ALEMANHA – O CORAÇÃO DO CAPITALISMO EUROPEU

Parte 1 (de 15)

CRISE TERMINAL DA UNIÃO EUROPEIA?

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ALEMANHA – O CORAÇÃO DO CAPITALISMO EUROPEU – Parte 14 (de 17)

 

BANCO CENTRAL EUROPEU, A SERVIÇO DE QUEM?

Com a introdução do euro, os monopólios europeus ganharam um instrumento de primeira ordem para controlar a região. Os bancos centrais nacionais perderam a possibilidade de emitirem moeda própria. Sem conseguirem desvalorizar a moeda, ficaram submetidos às regulamentações impostas pela Comissão Europeia e o BCE que são órgãos controlados pelo governo alemão e o Bundesbank (o banco central alemão).

O euro estabilizou as diferenças em benefício da Alemanha. As pesetas, dracmas ou liras foram substituídas por uma moeda mais forte, sob a pressão do marco alemão, o que provocou a perda do poder de compra e favoreceu as exportações alemãs, sem terem que enfrentar as desvalorizações locais.

Esse problema ficou muito mais acentuado às vésperas do colapso capitalista de 2008 e conduziu os chamados PIIGS (Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha) à recessão.

A integração da região tem provocado o crescente contágio da crise dos países periféricos na direção dos países centrais. Esse é o motivo que está por trás do direcionamento das políticas da Alemanha em dois sentidos. Em primeiro lugar, apertar o cerco sobre os demais países da Europa, e sobre os próprios trabalhadores, embora que em escala menor. Ao mesmo tempo, com o objetivo de reduzir a dependência dos demais países europeus, dos quais ainda dependem mais de 45% das exportações, a Alemanha passou a disputar novos mercados na Europa Oriental, na China, nos Estados Unidos e até, embora que em menor escala, na América Latina.

CRISE DO BCE, CRISE DO REGIME POLÍTICO

Todas as políticas implantadas pelo BCE (Banco Central Europeu) têm fracassado. O chamado quantitative easing (alívio quantitativo), que hoje implica no repasse de 60 bilhões de euros por meio da compra de mais de títulos financeiros podres pelo valor de face, fracassou miseravelmente nos Estados Unidos. Mas qual seria a alternativa?

A burguesia alemã conta com duas políticas principais neste momento. A ala dura, liderada por Schäuble, o ministro das Finanças, busca manter o aperto contra os países da União Europeia e aumentar o parasitismo financeiro. A ala encabeça por Angela Merkel busca mecanismos para manter o fluxo de recursos para a Alemanha e evitar a bancarrota dos grandes bancos. Ela é a favor da restruturação da dívida grega com o objetivo de que ela continue sendo paga.

Os conflitos políticos internos ainda se encontram controlados, apesar de que a aliança de direita, liderada pela CDU (União Democrata Cristã), de Angela Merkel, teve que ser substituída por uma nova “Grande Coalisão” que inclui o PSD, o Partido Socialdemocrata.

A situação política ainda está controlada, com a extrema direita não aparecendo no cenário político como uma força. As massas se encontram pacificadas. O desemprego é baixo, apesar da recessão industrial e da precarização, e ainda absorbe uma parte importante da mão de obra desempregada da periferia. Mas a crise política aumenta.

Os franceses e italianos se enfraqueceram e aparecem como potências de segunda ordem que tocam de acordo com a música dos alemães. Principalmente a ala liderada por Merkel vê na desestabilização desses dois países uma ameaça para a Alemanha. Enquanto os parlamentos da maioria dos países europeus não funciona no verão europeu, a ala direita se movimenta nos bastidores na tentativa de aumentar o aperto sobre a região.

A Alemanha e a França passarão por eleições gerais em 2017. Merkel não conseguir dar continuidade na aliança com o FDP, o partido da direita abertamente neoliberal, por causa de que este colapsou. Hollande aplicou uma política diametralmente oposta ao que tinha prometido durante a campanha eleitoral e o PSF sofre um duro desgaste. A Frente Nacional tem sérias chances de estar no segundo turno nas próximas eleições.

REGRAS? PARA QUEM?

O controle dos déficits e superávits públicos representa uma das tarefas da Comissão Europeia, com a prerrogativa de impor sanções. Mas nunca fez absolutamente nada nesse sentido contra a Alemanha, apesar da retórica que propagandeou em 2013, durante o pico da crise dos títulos da dívida pública dos PIIGS. As demais potências, a França, a Itália e a Espanha, têm ficado apertadas pelos déficits e a não punição tem sido o instrumento de controle usado pelos alemães para impor a própria política.

O equilíbrio fiscal é impossível de ser obtido por causa do direcionamento do grossos dos recursos para garantir os lucros dos monopólios. A obtenção dos lucros a partir da produção tem se esgotado. O grosso dos capitais tem sido direcionado para a especulação financeira, que atua como uma espécie de buraco negro sobre a sociedade.

Enquanto todos os países da Zona do Euro enfrentam crescentes déficits fiscais, a Alemanha continua “disfrutando” de recorrentes superávits. Se o governo alemão tivesse alguma intenção de diminui-lo, com o objetivo de promover uma certa estabilização geral, poderia, por exemplo, reduzir os impostos sobre o consumo doméstico e os salários, aumentar os salários e / ou aumentar os gastos públicos. Mas essa política iria contra a política geral da União Europeia de imposição dos planos de austeridade, que significa “tudo para os especuladores financeiros”. A pressão do capital financeiro é para que o repasse de recursos públicos para os bancos seja aumentada. Os investimentos na produção fazem parte do passado por causa da disparada do parasitismo.

DÍVIDA PÚBLICA? DE QUEM?

As dívidas públicas dos países europeus têm disparado nos últimos anos devido ao aumento da pressão dos monopólios para evitar a explosão dos enormes volumes de títulos podres que eles detêm.

As chamadas dívidas públicas não passam de mecanismos especulativos para permitir o repasse de recursos pelo BCE para os grandes bancos. A conta é passada para as massas trabalhadoras.

Conforme foi revelado pela recente auditoria da dívida pública realizada na Grécia, os recursos dos “resgates” nem sequer passam pelas mãos dos gregos. Existe uma empresa em Luxemburgo (um paraíso fiscal), que é controlada pela Alemanha e a França, para onde são direcionados os recursos dos “resgates”, a partir da qual são potencializados na especulação financeira e repassados para os bancos.

O capitalismo atingiu um altíssimo grau de parasitismo financeiro e transformou o mundo numa espécie de casino financeiro, onde um punhado de especuladores obtêm altos lucros por meio de mecanismos de apostas e contra apostas e inevitavelmente vão à bancarrota, da mesma maneira que acontece em qualquer casino. Mas sempre têm sido resgatados pelo estado burguês.

No colapso capitalista de 2008, somente no resgate do banco alemão Hypo, o governo gastou 102 bilhões de euros. Nos Estados Unidos, somente entre 2007 e 2010, segundo dados do Congresso, foram gastos US$ 16 trilhões. O efeito dessa política é que o estado burguês tem se enfraquecido e terá muito maiores dificuldades para enfrentar o novo colapso que aparece no horizonte.

Os crescentes ataques contra as massas deverão ficar cada vez mais duros. A luta de classes deverá se acirrar. A burguesia tenta ir introduzindo no campo político o fascismo, conforme a classe operária começa a acordar do longo “sono neoliberal”. Está colocado para o próximo período o enfrentamento aberto entre o proletariado e a burguesia.

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BANCO CENTRAL EUROPEU, A SERVIÇO DE QUEM?

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