Europa – CRISE E FIM DO BIPARTIDARISMO

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As recentes eleições na Espanha mostraram o fim do bipartidarismo que tinha sido colocado em pé no final da ditadura franquista. A direita agrupada no PP (Partido Popular) e os socialdemocratas do PSOE não somente não conseguiram a maioria incontestável das eleições anteriores, mas também não conseguiram sustentar uma aliança aberta entre ambos partidos por causa da pressão da base eleitoral.

A aplicação dos chamados planos de austeridade, com ataques recorrentes contra as condições de vida dos trabalhadores tem colocado em xeque a estabilidade política e social. A aparição de novos partidos no primeiro time da política oficial revelou que, conforme a crise avança, a burguesia se divide. Na Espanha, há agora o Podemos, que representa uma socialdemocracia reciclada, e o Ciudadanos, este uma direita reciclada.

A situação da Espanha é muito similar nos demais países dos chamados PIIGS (um acrônimo em inglês para a palavra “pigs”, ou porcos), que referencia a Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha, os países da Zona do Euro onde a crise avançou mais aceleradamente.

Em Portugal, a aliança de direita liderada pelo primeiro ministro Passos Coelho, foi substituída por um governo da esquerda burguesa, liderada pelo PSP (Partido Socialista), da qual também fazem parte a BC (Bloco de Esquerda) e o PCP (Partido Comunista). Trata-se um governo muito fraco, como o demonstrou a recente aprovação da entrega do banco público Baniff ao Santander, onde o PSP foi socorrido pela direita para viabiliza-la.

Na Grécia, os partidos políticos tradicionais da Nova Democracia (direita) e do Pasok (socialdemocratas) foram substituídos pelo Syriza, uma espécie de Psol grego, que para manter-se no poder precisou dar uma forte virada à direita.

Na Itália, a crise do regime político tem sido recorrente desde o colapso da democracia cristã nos anos de 1990. Agora, o governo está encabeçado pela ala direita do PD (Partido Democrático), que é composto principalmente por antigos membros do PCI (o partido eurocomunista italiano), após muitas dificuldades para forma-lo.

 

O QUE REVELA O FIM DO BIPARTIDARISMO?

 

O bipartidarismo faz parte da política clássica da burguesia para controlar o regime político. Tradicionalmente, a direita tem aplicado políticas mais duras contra a população, que têm sido aliviadas por governos intermediários da “ala esquerda” do regime. Essa alternância no governo tem sido a política tradicional em todos os principais países. Agora, esse mecanismo se encontra no fim, inclusive nas potências de primeira ordem.

Na França, desponta a extrema direita agrupada na Frente Nacional. Na Inglaterra, setores do Partido Conservador têm migrado, e continuam migrando, para a extrema direita agrupada no UKIP, enquanto o Partido Trabalhista passou a ser liderado pela ala esquerda encabeçada por Jeremy Corbyn. Na Alemanha, a Grande Coalisão, encabeçada por Angela Merkel, enfrenta forte crise, da mesma maneira que acontece no Japão com o governo de direita de Shinzo Abe, que substituiu os “democratas nipônicos”.

Os grandes capitalistas enfrentam maiores dificuldades para controlar governos formados a partir de vários partidos políticos. Esses governos ficam muito mais vulneráveis para enfrentar o descontentamento social e garantir os lucros dos capitalistas. Os novos partidos não são fortes nem suficientemente testados para garantir a estabilidade do regime político. Por esse motivo, a tendência é a evoluírem para governos de crise.

Conforme as burguesias locais têm perdido dinheiro, também têm aumentado as tendências separatistas em todo o mundo, mas, no último período, tem se transformado num fenômeno cada vez mais presente na Europa. O nacionalismo burguês nos países atrasados continua avançando por causa do enfraquecimento do imperialismo. Na América Latina, a onda nacionalista que chegou ao poder com o colapso dos regimes neoliberais está enfrentando a própria crise devido ao aprofundamento da crise capitalista, impulsionada pelo aumento da pressão do imperialismo norte-americano e a forte queda das matérias primas no mercado mundial. Mas, inevitavelmente, uma nova onda de setores nacionalistas, à esquerda dos atuais, deverá surgir no próximo período, pois a disparada da espoliação pelo imperialismo não somente aumentou, mas deverá continuar aumentado devido à tentativa dos monopólios garantirem os lucros.

 

CATALUNHA INDEPENDENTE?

Qual é o significado da declaração de independência da Espanha pelo Parlamento da Catalão?

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No dia 9 de novembro, o Parlamento da Catalunha aprovou, por 72 votos a favor que venceram os 63 contrários, uma resolução que proclamou o início do processo na direção da independência, a decisão de desobedecer as instituições do estado espanhol, a começar pelo Tribunal Constitucional. A Generalitat deverá obedecer somente as leis aprovadas pela Câmara autonômica.

O direitista PP (Partido Popular) e o novo direitista reciclado, o Cuidadanos, tentaram impedir a sessão no Tribunal Constitucional, mas não o conseguiram.

A reação do governo espanhol foi a petição do parecer jurídico do Conselho do Estado. Um Conselho de Ministros Extraordinário deverá aprovar a inconstitucionalidade do processo. Em resposta, o governo de Artur Mas e os dois partidos que formam a base de apoio, o Junts pel Sí e a Cup, buscam aprovar três leis, no prazo de um mês, para se contrapor ao governo da Espanha: a do processo constituinte, a da Seguridade Social e a da Fazenda Catalã.

O processo aberto pode conduzir à declaração da independência em 18 meses.

O enfraquecimento do imperialismo espanhol provavelmente lhe impedir de ir muito longe nas medidas punitivas, como suspender a autonomia da Catalunha ou tomar o controle direto do governo comunitário, o que poderia ser feito com a Constituição imperialista em vigor. Essas medidas poderiam exacerbar ainda mais as tendências separatistas na Espanha e, ainda mais, na Europa.

A política mais provável deverá ser a imposição progressiva de sanções econômicas com o objetivo de fazer colapsar o governo. O governo da Catalunha enfrenta um déficit de 2,3 bilhões de euros e pediu um empréstimo ao governo central. De acordo com o Ministério da Economia, o governo central emprestou ao governo da Catalunha 37 bilhões de euros desde 2012. E a crise e o endividamento público continuam aumentando.

UM PARLAMENTO INDEPENDENTISTA

As eleições do dia 27 de setembro foram muito influenciadas pelas gigantescas manifestações independentistas do dia 11 de setembro, a “Diada Nacional da Catalunya”. Os independentistas obtiveram 47,86% dos votos e 72 vagas no Parlamento (62 de Junts pel Sí e 10 de CUP) contra 39,08% e 52 vagas para o voto pró-imperialista (25 de Ciudadanos, 11 do PP e 16 do PSC). A CUP, que participa da chamada esquerda anti-capitalista, foi quem mais cresceu, de 3 para 10 deputados, com 8,21% dos votos, e a força que garante a maioria absoluta independentista no novo Parlamento da Catalunha, e a base de apoio do governo de Mas.

O papel de Podemos (CatSíqueesPot), o Syriza espanhol, tem ficado a reboque do imperialismo, mas com um peso muito pequeno. Apenas conseguiu eleger 11 vagas em aliança com a Iniciativa per Catalunya (a Izquierda Unida catalã).

O papel do Ciudadanos foi reciclar a direita neoliberal e se transformou na principal força conservadora com 25 deputados. O PSC (social-liberal), perdeu quatro deputados e ficou com 16. O PP, do primeiro ministro Mariano Rajoy perdeu sete deputados, ficando com 11.

A convocatória de um plebiscito específico não foi permitida pela Espanha.

CRISE DO IMPERIALISMO ESPANHOL, CRISE DO IMPERIALISMO EUROPEU

O processo independentista na Catalunha tem aberto uma crise enorme no decrépito imperialismo espanhol e também para o imperialismo europeu. Cria um precedente crítico na Espanha e na Europa onde a opressão das minorias e o movimento independentista têm escalado por causa do aprofundamento da crise capitalista. As burguesias nacionais estão perdendo dinheiro e, por isso, impulsionam o separatismo. O imperialismo tenta conter os movimentos separatistas, mas, com pouca “bala na agulha”, a contenção fica muito mais difícil.

O Estado espanhol se encontra em recessão há seis anos. O desemprego tem sido mantido nos 26% dos últimos anos, mas os novos empregos são cada vez de pior qualidade. A qualidade da vida está piorando enquanto avançam as políticas de austeridade.

O PP (Partido Popular), do primeiro ministro Mariano Rajoy, não conseguiu maioria em nenhum dos parlamentos autonômicos e na maioria das assembleias municipais, nas últimas eleições locais. O bipartidarismo entrou em colapso e agora a burguesia enfrenta muito mais dificuldades para controlar o regime político.

No centro da política dos governos autonômicos para o próximo período foram colocados os planos de austeridade, os cortes de despesas no setor público, os despejos, o aumento dos impostos. O aprofundamento da crise capitalista está colocado, assim como o repúdio da esmagadora maioria da população a essas políticas que levaram ao completo sucateamento das condições de vida: 26% de desemprego (oficial), queda dos salários e aposentadorias, pioria dos serviços públicos, imigração em massa.

A certa “estabilização” obtida por meio dos gigantescos repasses do BCE (Banco Central Europeu) aos bancos espanhóis e europeus está com os dias contados. Ela já fracassou nos Estados Unidos e na Grã Bretanha, e no Japão, onde a economia segue no chão. Os crescentes déficit e o governo fraco são os ingredientes para a União Europeia aumentar os apertos contra o Estado espanhol, o que somente pode conduzir a novas e mais profundas crises. Os novos trilhões de euros são direcionados para a especulação financeira por meio das conhecidas medidas ultra podres de QE (quantitative easing ou alívio quantitativo).

Uma eventual implosão do bipartidarismo poderá revelar claramente os problemas que lhe são inerentes, como a corrupção generalizada, a incapacidade de resolver os gravíssimos problemas que atingem o Estado espanhol e o crescente esgotamento dos colchões de controle social, entre outros.

O bipartidarismo espanhol atual foi criado no final da ditadura de Francisco Franco, na década de 1970. A fragmentação parlamentar e dos novos governos reflete o fracasso das políticas de austeridade. A evolução da situação política revela que a crise tem como tendência se acentuar.

ASCENSO DO NACIONALISMO, CRISE DO IMPERIALISMO

O ponto de partida para entender o significado do resultado das eleições na Catalunha passa pela análise na perspectiva da crise geral do regime político burguês, na Espanha, nos países imperialistas e em escala mundial.

O avanço dos movimentos separatistas representam a ponta do iceberg do problema, a partir do colapso capitalista de 2007-2008. Eles são promovidos a partir de uma tendência revolucionaria por baixo.

A burguesia local persegue melhores condições de negociação com o imperialismo espanhol e europeu, pois percebe que lhe será impossível conter as massas por causa do aprofundamento da crise capitalista e dos apertos promovidos pelos planos de austeridade.

As sucessivas derrotas da direita europeia e mundial representam a crise das possibilidades eleitorais, a rejeição no plano eleitoral devido ao movimento geral de desagregação e desintegração da Europa imperialista, como um dos aspectos chave da crise geral. Fatos similares somente aconteceram pela última vez no século XIX, após as revoluções de 1848, quando começaram a ase desenvolver os movimentos nacionais, o que dá uma ideia do tamanho da crise.

A partir de uma análise impressionista, uma parte significativa da esquerda conclui que a democracia é forte e que esquerda está se fortalecendo enquanto a direita está em franco declínio. Essa visão coloca somente uma parte do problema.

A direita, perante a rejeição eleitoral, está se deslocando para o plano extra-eleitoral, onde ela têm promovido uma série de medidas na direção do fascismo. Os grupos de extrema direita têm crescido não somente na Europa, mas também no mundo todo. Onde a crise tem se aprofundado, a movimentação toma matizes muito evidentes, como pode ser visto com muita clareza na Grécia ou na França, por exemplo. Na América Latina, temos os golpes de estado brancos de Honduras e o Paraguai, grandes mobilizações direitistas na Venezuela, Bolívia, Equador e na Argentina, e no Brasil. A contenção da histeria direitista promovida pela Administração é temporária e deverá ser retomada conforme a crise capitalista continuar se aprofundando.

A tendência política pode ser avaliada inclusive pela revolução espanhola. A direita tentou conter a crise com a ditadura de Primo de Oliveira. Quando não o conseguiu mais, o golpe militar apareceu como a única alternativa e acabou se concretizando numa das mais sanguinárias ditaduras que o mundo já conheceu, o Franquismo.

As tentativas de atacar as massas em larga escala, pela direita tradicional, estão enfrentando crescente oposição e enormes dificuldades para avançar, na Espanha e em escala mundial. Mas a burguesia não tem nenhuma outra política a não ser atacar as massas.

A diferença entre um governo da ala esquerda da burguesia imperialista, como o governo francês, por exemplo, e um governo de direita, como o espanhol, é que o primeiro ataca as massas de maneira confusa, enquanto a direita promove os ataques de maneira organizada, mas tanto um quanto o outro refletem a crise do regime político. Essa crise representa o fim de uma era, a derrota do neoliberalismo, a desmoralização da direita no terreno eleitoral, que também acontece com a esquerda.

O esgotamento do neoliberalismo de maneira definitiva após o colapso capitalista de 2008, mostra, em termos políticos, a inexistência de outra política, alternativa ao “neoliberalismo”, além de “mais do mesmo”, e a inviabilidade de impô-la por meios parlamentares. Por esse motivo, a direita ao estilo do Tea Party republicano, nos Estados Unidos, o Aurora Dourada na Grécia, e o movimento Acqua Marine na França, está se organizando e crescendo em todo o mundo.

ALÉM DA CATALUNHA

A Constituição de 1978, base do atual regime, foi estruturadA em cima do apoio do PSOE, do PCE (partido eurocomunista), da burocracia sindical da UGT e das CCOO, da direita pós franquista e até da burguesia nacionalista basca e catalã, que, principalmente, a partir dos anos de 1960 se integraram à ditadura franquista, – o chamado “Estado das Autonomias”. Para conter os movimentos nacionalistas, o imperialismo espanhol outorgou alguns direitos a mais (até regime fiscal autônomo), principalmente para o País Basco, mas tentou debilita-lo segregando Navarra.

A Catalunha sempre foi, desde a Idade Média, a região mais rica da Espanha. Com uma população de 7,3 milhões de habitantes, sobre um total de 46 milhões, e um PIB per capita 18% superior à média nacional, é responsável por 20% das exportações e a metade delas relacionadas com tecnologia de ponta; é um importante centro cultural e um dos maiores centros do movimento operário, que, em 1936, bloqueou o golpe do general Francisco Franco de maneira contundente.

A partir da década passada, os lucros das burguesias catalã e basca têm caído e, por esse motivo, têm mobilizado a população local com o objetivo de ampliar a autonomia. O Plano Ibarretxe basco, promovida pelo PNV (Partido Nacionalista Vasco), da direita nacionalista, e a tentativa de reforma estatutária, promovida pelo PSC, ERC e ICV na Catalunha, acabaram sendo derrotados em 2007, pelo PP-PSOE, mas isso aconteceu antes do colapso capitalista de 2008. O PNV foi derrotado nas eleições de 2009 pela aliança do PP-PSOE e a CiU tornou-se porta-bandeira dos planos de austeridade na Catalunha. A crise política começou a escalar novamente a partir de 2012, quando os mecanismos de contenção da crise apresentaram rachaduras.

Além da Espanha, movimentos nacionalistas similares têm crescido na Grã Bretanha (Escócia, Irlanda), no Flandes belga, na região alpina do Tirol do Sul, na Itália, e em várias outras regiões na Europa. A Aliança Livre Europeia, uma coalisão formada por mais de 40 grupos autonomistas, soma movimentos da Alsácia e Córsega, da França, frísios da Holanda, italianos da Croácia, poloneses da Lituânia, e vários outros. No Balcãs e na Europa Central os movimentos nacionalistas são dos mais variados possíveis. A movimentação separatista tem se tornado a norma e representa um dos fatores de desagregação do controle do mundo pelo imperialismo.

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ESPANHA: RECUPERADA DA CRISE OU À BEIRA DA BANCARROTA?

Se nós formos acreditar na imprensa burguesa até a Espanha estaria em processo de recuperação acelerada. Os mais ousados falam da Irlanda e até de Portugal! De aqui a pouco, irão falar na recuperação da Grécia!! É a mesma estorinha demagógica que temos visto sobre a suposta recuperação dos Estados Unidos.
Além da óbvia imbecilização, é óbvio que não há nenhuma recuperação. (**)
No melhor dos casos, se trata da “espuma” que Nouriel Roubini (*) previu para este ano, como antessala para um colapso gigantesco, em escala mundial, no próximo ano.
Os problemas são estruturais e até obscenos.

(*) Roubini previu, em 2006, em detalhes a crise de 2008. No início deste ano, previu, também em detalhes, o estouro da “mãe de todas as bolhas” (o dinheiro podre “impresso” pelos bancos centrais) para o próximo ano

(**)
Espanha:
– Mais de 3 milhões de imóveis que não conseguem comprador
– Desemprego de 26% (50% entre os jovens). Isso sem considerar os milhões de trabalhadores que emigram para os países centrais
– Industria nacional arrebentada. Os setores que sobraram representam apêndices dos monopólios das principais potências
– Crise política, como reflexo da crise econômica
– A dívida pública só não explodiu o país por causa da medida de julho de 2013, do BCE, que colocou 80% dos bancos privados sobre controle direto.
– O efeito colateral: o contágio da crise avança, a passos largos, sobre o coração do capitalismo europeu.

Crise imobiliária na Espanha

Crise imobiliária na Espanha

ESPANHA: SE RECUPERANDO??!!

Não é piada!!

A imprensa burguesa a serviços dos monopólios tem o dom de mentir e criar ilusões no melhor estilo do Ministro da Propaganda de Hitler.
Se formos acreditar nessas bobagens deveríamos pensar que até a Espanha está se recuperando!!
Obviamente, essa imprensa e TODAS as matérias principais são compradas e estão a anos luz de buscar uma análise “objetiva” ou “isenta”

QUAL É A REALIDADE SOBRE A ESPANHA?

– 25% de desemprego. SEN CONSIDERAR: os imigrantes espanhóis, que somam milhões
– O SUCATEAMENTO INDUSTRIAL. O que sobrou da indústria está a reboque dos franceses e, principalmente, dos alemães
– Mais de TRÊS MILHÕES de imóveis que não encontram compradores
– Um sistema financeiro falido, que somente não implodiu em 2013 porque o BCE (Banco Central Europeu) assumiu o controle direto de 80% dos bancos da zona do euro.
– Esse controle significa o repasse de dinheiro podre, para o já funcionamento ultra podre desses bancos, sem acumula-lo nas dívidas públicas.
– O BCE não conseguiu assumir o controle de 100% dos bancos devido à enorme contaminação com títulos podres dos bancos regionais alemães
– Apesar desses “truquezinhos”, a estrutura da economia não para de piorar. O endividamento público continua crescendo e o desemprego está muito longe de ter sido controlado. A crise avança a passos largos
– A Espanha se encontra na linha de frente da crise capitalista, junto com a Itália. Por que? Por que esses dois países não são a Grécia, que representa apenas 0,4% do PIB da região. Ambos têm o potencial de implodir a economia mundial.

Crise capitalista avança na Espanha

Crise capitalista avança na Espanha

ESPANHA: ELEIÇÕES e CRISE do REGIME POLÍTICO

ESPANHA: ELEIÇÕES e CRISE do REGIME POLÍTICO.